São poucas as pessoas que não conhecem o autor Stephen King, grande mestre do terror, mas será que você já ouviu falar do filho dele? Joseph Hillstrom King, mais conhecido como Joe Hill, é uma das novas promessas dos livros de terror. O primeiro livro que eu li do autor foi o “A estrada da noite” e confesso que está entre os meus preferidos. Ele conta a história de um astro do rock, Judas Coyne, que possui um hobbie um tanto peculiar: colecionar objetos macabros. Quando ele fica sabendo de um leilão pela internet do paletó de um morto que contava com a promessa de ser assombrado pelo antigo dono, ele não pensa duas vezes antes de ir atrás e dar o seu lance. O objeto é entregue em sua casa em uma caixa preta em formato de coração (daí o título original do livro: “Heart-shapedbox.”), e o seu conteúdo acaba revelando-se assustador. Depois de tanto tempo lidando com falsos fantasmas, ele encontra uma entidade real e assustadora. Judas começa a ser atormentado e perseguido por esse fantasma e inicia uma busca para tentar se livrar dele, com o tempo ele acaba descobrindo que o fantasma é de um homem chamado Craddock McDermott, padrasto de uma namorada que cometeu suicídio após ser abandonada por ele. O fantasma está em busca de vingança. Minha Opinião A história possui uma narrativa impecável e prende o leitor do início ao fim, muitas vezes tranquei a respiração quando me deparava com uma cena assustadora. Logo que somos apresentados a sua estranha coleção, percebemos que ele não é um colecionador normal, um dos seus estranhos artefatos é uma fita snuff com cenas de assassinatos reais. No decorrer do livro, conhecemos um pouco do passado de Judas, o que nos faz entender o seu gosto pelo mórbido e essa busca incessante por fantasmas e demônios, já que ele vem lutando contra os seus próprios fantasmas. Uma personagem que é essencial para essa trama é a sua namorada gótica Geórgia, cujo verdadeiro nome é Marybeth, e que está junto com ele para ir até o inferno, se necessário. E um detalhe: apesar de todos os seus defeitos, é impossível não se apaixonar por esse cinquentão excêntrico. A história também conta com várias referências as bandas e personalidades do rock, o que leva o leitor a acreditar que tudo isso realmente aconteceu. Possuindo um terror bem explícito e deixando o suspense em segundo lugar, o livro conta com cenas que acabam fazendo até o leitor mais corajoso dormir de luzes acessas. É um livro indispensável para os fãs do terror.
Gostaria de agradecer a todos que vierem participar do meu Blogger, pretendo colocar aqui o máximo de coisas sobre livros que eu encontrar, sua participação e opinião é muito importante para mim.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
A Estrada da Noite
Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
"Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..."
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Em Busca de Cinderela
Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leitor conhecerá melhor dois personagens secundários de "Um caso perdido". Daniel está no breu do armário de vassouras da escola – o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real –, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais.
Eu sempre me interesso por personagens secundários e suas histórias. Quando li Um Caso Perdido gostei muito do Daniel e fiquei curiosa por Six. Felizmente, Colleen ouviu minhas preces e me presentou com esse conto pra lá de maravilhoso.
Quem já conhece a história sabe que Daniel ficou fixado por uma garota que caiu em cima dentro de um armário, mas que ele nunca soube quem era. Pois bem, nesse conto tudo fica às claras. Antes que venham reclamar que estou jogando spoiler eu digo: não é. Logo de cara o leitor pode perceber que Six é a Cinderela de Daniel.
Colleen tem um dom para conseguir construir personagens tão bem, apresentando dramas reais e uma profundidade psicológica incrível. E ela fez isso com maestria, me deixando curiosa por saber o que viria a seguir (tanto que comecei e terminei o livro em poucas horas). Daniel é divertido e decidido, nos outros livros o achei um pouco arrogante, mas isso mudou ao conhecê-lo melhor. De Six eu não tinha uma opinião formada devido à sua pouca presença, mas adorei a forma como a autora a colocou como uma muralha por fora, mas frágil por dentro.
A leitura flui muito facilmente, tem aquela característica que deixa suspirando e querendo mais. O tom da narrativa é de NA, porém não vá esperando cenas quentes, pois o foco aqui é de amadurecimento e um pouco de drama. Não é um livro que vai te fazer chorar ou te quebrar em mil pedaços como os outros da autora (ainda não me recuperei do baque em Métrica). Em Busca de Cinderela é um romance que mostra todas as partes de se apaixonar, atingindo todos os extremos.
Apesar de curto, ele cumpre ao que veio. A história não termina com pontas soltas e me deixou com um belo de um sorriso e o coração cheio de amor por esses dois personagens. É um conto sobre enfrentar os problemas, compartilhar segredos e fazer planos. Vem como um complemente à série Hopeless e é incrível. Recomendo a todos que gostam da escrita da autora, vocês não vão se arrepender.
Quem já conhece a história sabe que Daniel ficou fixado por uma garota que caiu em cima dentro de um armário, mas que ele nunca soube quem era. Pois bem, nesse conto tudo fica às claras. Antes que venham reclamar que estou jogando spoiler eu digo: não é. Logo de cara o leitor pode perceber que Six é a Cinderela de Daniel.
Colleen tem um dom para conseguir construir personagens tão bem, apresentando dramas reais e uma profundidade psicológica incrível. E ela fez isso com maestria, me deixando curiosa por saber o que viria a seguir (tanto que comecei e terminei o livro em poucas horas). Daniel é divertido e decidido, nos outros livros o achei um pouco arrogante, mas isso mudou ao conhecê-lo melhor. De Six eu não tinha uma opinião formada devido à sua pouca presença, mas adorei a forma como a autora a colocou como uma muralha por fora, mas frágil por dentro.
A leitura flui muito facilmente, tem aquela característica que deixa suspirando e querendo mais. O tom da narrativa é de NA, porém não vá esperando cenas quentes, pois o foco aqui é de amadurecimento e um pouco de drama. Não é um livro que vai te fazer chorar ou te quebrar em mil pedaços como os outros da autora (ainda não me recuperei do baque em Métrica). Em Busca de Cinderela é um romance que mostra todas as partes de se apaixonar, atingindo todos os extremos.
Apesar de curto, ele cumpre ao que veio. A história não termina com pontas soltas e me deixou com um belo de um sorriso e o coração cheio de amor por esses dois personagens. É um conto sobre enfrentar os problemas, compartilhar segredos e fazer planos. Vem como um complemente à série Hopeless e é incrível. Recomendo a todos que gostam da escrita da autora, vocês não vão se arrepender.
Histórias Íntimas
Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque “a concentração de calor na região lombar“ excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós – geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos –, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, difícil. Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas? Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em Histórias Íntimas, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje.
O livro de Mary Del Priore traça um bem embalado panorama da relação entre a sociedade brasileira e o sexo, de 1500 até os dias de hoje. Apesar de ser um livro essencialmente histórico, a leitura é fácil e fluente, fazendo com que o leitor sinta-se inteiramente integrado ao contexto que a autora traça em suas palavras.
Chama atenção a intensa pesquisa bibliográfica com a qual o livro foi construído, contendo referências de diversas publicações e autores, nacionais e estrangeiros; da Revista O Cruzeiro à Revista Veja, de Nelson Rodrigues a Tati-Quebra-Barraco, todas as citações ajudam a tecer a trama pretendida pela historiadora.
A divisão em cinco capítulos feita pela autora, começando com Da colônia ao Império e finalizando com As transformações da intimidade, também ajuda a situar o leitor no período histórico a ser descrito e resume bem a matéria a ser tratada em cada excerto do livro.
No transcorrer das 252 páginas ficou bem visível, ao menos para mim, a crítica feita à submissão feminina durante todo esse tempo. Cada conquista alcançada pelas mulheres fica bem marcada, culminando com a revolução sexual ocorrida nos anos 60, com a inserção e a disseminação no uso da pílula anticoncepcional e chegando ao século XXI, no qual muitos lares brasileiros são chefiados pela figura feminina.
Não faltam também relatos de personalidades importantes para o Brasil, como Dom Pedro I. O imperador manteve famoso caso com Domitila de Castro Canto e Mello, que após foi agraciada com o título de Marquesa de Santos; traição esta que não era escondida de ninguém da corte e resultou em alguns filhos ilegítimos.
Uma obra que vale a pena ser deleitada por aqueles que gostam da história brasileira, descrita de pontos de vista que dificilmente seriam apresentados a nós enquanto estivemos nos bancos escolares.
Chama atenção a intensa pesquisa bibliográfica com a qual o livro foi construído, contendo referências de diversas publicações e autores, nacionais e estrangeiros; da Revista O Cruzeiro à Revista Veja, de Nelson Rodrigues a Tati-Quebra-Barraco, todas as citações ajudam a tecer a trama pretendida pela historiadora.
A divisão em cinco capítulos feita pela autora, começando com Da colônia ao Império e finalizando com As transformações da intimidade, também ajuda a situar o leitor no período histórico a ser descrito e resume bem a matéria a ser tratada em cada excerto do livro.
No transcorrer das 252 páginas ficou bem visível, ao menos para mim, a crítica feita à submissão feminina durante todo esse tempo. Cada conquista alcançada pelas mulheres fica bem marcada, culminando com a revolução sexual ocorrida nos anos 60, com a inserção e a disseminação no uso da pílula anticoncepcional e chegando ao século XXI, no qual muitos lares brasileiros são chefiados pela figura feminina.
Não faltam também relatos de personalidades importantes para o Brasil, como Dom Pedro I. O imperador manteve famoso caso com Domitila de Castro Canto e Mello, que após foi agraciada com o título de Marquesa de Santos; traição esta que não era escondida de ninguém da corte e resultou em alguns filhos ilegítimos.
Uma obra que vale a pena ser deleitada por aqueles que gostam da história brasileira, descrita de pontos de vista que dificilmente seriam apresentados a nós enquanto estivemos nos bancos escolares.
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