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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Arquivos Serial Killers: Made in Brazil






Após o sucesso do seu primeiro livro, Ilana Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam.

Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador. Um relato cruel feito pelos próprios assassinos, conduzido com maestria por quem entende do assunto, que procura guiar o leitor pela sinuosa mente de pessoas frias e com movimentos mais que premeditados para o mal. Além deles, a autora se debruça sobre a vida e os crimes de José Augusto do Amaral (Preto Amaral), Febronio Índio do Brasil, Benedito Moreira de Carvalho (Monstro de Guaianases) e José Paz Bezerra (Monstro do Morumbi).

Acredito que não é mais segredo de ninguém que eu sou apaixonada pela temática dos serial killers, já falei por diversas vezes aqui no blog, então CLARO que eu não deixei passar a oportunidade de ter esse livro em mãos.

Já namorei ele por muitos anos, principalmente depois de ler "Serial Killer: Louco ou Cruel" (desde antes de ser publicado pela darkside e sim pela editora WVC) e posso dizer que valeu esperar. Que edição maravilhosa. Cheia de fotos, fatos, cartas, respiráveis, crânios e bem organizado. Preciso reler Louco ou cruel nessa edição pra ontem 😍.

No livro encontramos 7 casos: Petro Amaral, Febrônio Índio, Monstro de Guaianases, Chico Picadinho, Monstro do Morumbi (meu deus que caso!), Vampiro de Niterói e Pedrinho Matador. E depois encontramos anexos dos casos como artigos, laudos clínicos, entrevistas com advogados e exames psiquiátricos.

Acho que de todos, o meu caso "favorito" (se é que é possível chamar assim) foi o de "Chico picadinho". As suas colocações são impressionantes, conhecedor de Nietzsche, Freud (inclusive fez análises do seu próprio comportamento com termos da psicanálise), Dostóievski (fez um paralelo entre ele e o personagem de Crime e Castigo) entre outros pensadores. Fica longe de qualquer estereótipo de criminoso do tipo que vemos em filmes.

Melhor caso do livro.

Mas, o que falar do horripilante "Monstro do Morumbi"? Uau.

Sou super fã da Ilana Casoy e não canso de dizer, adoro o seu jeito de abordar o assunto sem ser estereotipada, tendenciosa ou até mesmo caricata. Ela sempre nos trás informações pertinentes sobre o caso e sempre dá o espaço para a parte psicológica (o que eu amo). Quando li o "Louco ou cruel" alguns anos atrás ela já tinha ganhado o meu coração. Com este, sou oficialmente uma fã de carteirinha.


Recomendadíssimo para os fãs do estilo, para os curiosos e também para quem quer conhecer mais sobre crimes aqui no Brasil. Afinal, é muito comum descartarem o serial killer brasileiro, o colocando em um lugar de "mais um" criminoso. Então, conhecimento nunca é demais, apesar de querer que o livro fosse um pouco maior (senti falta de alguns casos) esta foi uma (mais uma) experiência incrível.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Materializações Luminosas




Fenômenos de materialização de espíritos realizadas através da mediunidade de Francisco Lins Peixoto (Peixotinho), Fábio Machado, Ênio Wendling e outros, alguns deles testemunhados por Francisco Cândido Xavier, com inúmeras fotografias firmadas pelas pessoas presentes.

Nesta edição, suíte de fotos inéditas da coleção pessoal do autor obtidas através das faculdade de efeitos físicos de diversos médiuns de ectoplasmia de todo o Brasil.

Materializações acompanhadas por um delegado de polícia. É um livro de estudo e pra quem tem curiosidade de saber sobre o fenômeno. Ele relata o que acontecia nas sessões mediúnicas que acompanhou, cita diversos médiuns, outras testemunhas idôneas, preparação da sessões e descreve os espíritos e objetos materializados nas mesmas. Muito técnico, porém, uma grande fonte de conhecimentos a quem possa se interessar pelo assunto.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Guardião de Memórias




Kim Edwards, uma romancista estreante, escreveu um livro de cortar o coração, alternadamente luminoso e sombrio, literário e cheio de suspense.” — Library Journal



O guardião de memórias é uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro.



Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamen- te saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down.



Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, o Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assom- brará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu.



Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.



A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas principalmente na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página.



Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O guardião de memórias vai emocionar e mostrar o profundo – e às vezes irreversível – poder de nossas escolhas.



Nascem em março de 1964 durante uma nevasca, os gêmeos do Dr. David Henry e sua esposa Norah, por motivo emergencial o doutor ortopedista faz o parto. A primeira criança, Paul, é fisicamente perfeita. A segunda criança, Phoebe, nasce com a síndrome de Down. Ao perceber na filha os primeiros sinais da doença, toma imediatamente a decisão de envia-la a uma instituição que cuida de pessoas com algum retardamento mental, ele convence a enfermeira Caroline, que fica encarregada de entregar a menina na instituição. A partir dessa rejeição paterna, se desenvolve o fio condutor da estória. O sofrimento profundo, a tristeza ( naquela época, em 1965 não se falava em depressão), de Norah com a morte da filha Phoebe, a culpa que David sente por tudo, modifica definitivamente a relação do casal. Enquanto isso, Caroline, depois de ver a realidade dos pacientes na tal instituição, comum na época, decide não deixar Phoebe naquele lugar. Depois de analisar a situação, ela foge com a criança para outro Estado. Cuidou de Phoebe e passou horas numa biblioteca lendo sobre a síndrome de Down, a procura de maneiras melhores de ajudar no desenvolvimento de sua menina, um dia na biblioteca, conhece Sandra que tinha também um filho com a mesma doença, mas não aceitava os prognósticos médicos. Elas ficam amigas e passaram a cuidar de suas crianças guiadas pela intuição e bom senso. Conseguiram melhoras, mesmo que lentamente.... o tempo passava, a vida seguia muito mais positivamente para Caroline, do que a vida de Norah e David. A tristeza e o afastamento de ambos, acaba aos poucos contaminando também o filho Paul, uma família vivendo triste por causa de uma mentira do pai, que passa a fotografar nas horas vagas, com a máquina dada pela sua esposa.
Norah, apesar de como se sentia a respeito da filha perdida e da relação com o marido, consegue sair do marasmo, se empregou em uma agência de viagens da cidade. Foi aos poucos preenchendo parte de seu tempo, com as excursões que organizava e acompanhava, etc. 
A estória é dividida por meses e anos, passando rápido em termos cronológicos, mas em contrapartida, a narrativa é arrastada e um tanto deprimente, salvo a parte de Caroline, Phoebe, sua família e amigos.
O tempo acompanha em paralelo os dois irmãos gêmeos separados.
As atitudes drásticas que David tomou foram baseadas em situações vividas durante a sua infância e adolescência. 
O final desse drama é surpreendente.