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terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Guardião de Memórias




Kim Edwards, uma romancista estreante, escreveu um livro de cortar o coração, alternadamente luminoso e sombrio, literário e cheio de suspense.” — Library Journal



O guardião de memórias é uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro.



Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamen- te saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down.



Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, o Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assom- brará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu.



Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.



A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas principalmente na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página.



Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O guardião de memórias vai emocionar e mostrar o profundo – e às vezes irreversível – poder de nossas escolhas.



Nascem em março de 1964 durante uma nevasca, os gêmeos do Dr. David Henry e sua esposa Norah, por motivo emergencial o doutor ortopedista faz o parto. A primeira criança, Paul, é fisicamente perfeita. A segunda criança, Phoebe, nasce com a síndrome de Down. Ao perceber na filha os primeiros sinais da doença, toma imediatamente a decisão de envia-la a uma instituição que cuida de pessoas com algum retardamento mental, ele convence a enfermeira Caroline, que fica encarregada de entregar a menina na instituição. A partir dessa rejeição paterna, se desenvolve o fio condutor da estória. O sofrimento profundo, a tristeza ( naquela época, em 1965 não se falava em depressão), de Norah com a morte da filha Phoebe, a culpa que David sente por tudo, modifica definitivamente a relação do casal. Enquanto isso, Caroline, depois de ver a realidade dos pacientes na tal instituição, comum na época, decide não deixar Phoebe naquele lugar. Depois de analisar a situação, ela foge com a criança para outro Estado. Cuidou de Phoebe e passou horas numa biblioteca lendo sobre a síndrome de Down, a procura de maneiras melhores de ajudar no desenvolvimento de sua menina, um dia na biblioteca, conhece Sandra que tinha também um filho com a mesma doença, mas não aceitava os prognósticos médicos. Elas ficam amigas e passaram a cuidar de suas crianças guiadas pela intuição e bom senso. Conseguiram melhoras, mesmo que lentamente.... o tempo passava, a vida seguia muito mais positivamente para Caroline, do que a vida de Norah e David. A tristeza e o afastamento de ambos, acaba aos poucos contaminando também o filho Paul, uma família vivendo triste por causa de uma mentira do pai, que passa a fotografar nas horas vagas, com a máquina dada pela sua esposa.
Norah, apesar de como se sentia a respeito da filha perdida e da relação com o marido, consegue sair do marasmo, se empregou em uma agência de viagens da cidade. Foi aos poucos preenchendo parte de seu tempo, com as excursões que organizava e acompanhava, etc. 
A estória é dividida por meses e anos, passando rápido em termos cronológicos, mas em contrapartida, a narrativa é arrastada e um tanto deprimente, salvo a parte de Caroline, Phoebe, sua família e amigos.
O tempo acompanha em paralelo os dois irmãos gêmeos separados.
As atitudes drásticas que David tomou foram baseadas em situações vividas durante a sua infância e adolescência. 
O final desse drama é surpreendente. 




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