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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Histórias Íntimas







Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque “a concentração de calor na região lombar“ excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós – geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos –, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, difícil. Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas? Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em Histórias Íntimas, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje.




O livro de Mary Del Priore traça um bem embalado panorama da relação entre a sociedade brasileira e o sexo, de 1500 até os dias de hoje. Apesar de ser um livro essencialmente histórico, a leitura é fácil e fluente, fazendo com que o leitor sinta-se inteiramente integrado ao contexto que a autora traça em suas palavras.
Chama atenção a intensa pesquisa bibliográfica com a qual o livro foi construído, contendo referências de diversas publicações e autores, nacionais e estrangeiros; da Revista O Cruzeiro à Revista Veja, de Nelson Rodrigues a Tati-Quebra-Barraco, todas as citações ajudam a tecer a trama pretendida pela historiadora.
A divisão em cinco capítulos feita pela autora, começando com Da colônia ao Império e finalizando com As transformações da intimidade, também ajuda a situar o leitor no período histórico a ser descrito e resume bem a matéria a ser tratada em cada excerto do livro.
No transcorrer das 252 páginas ficou bem visível, ao menos para mim, a crítica feita à submissão feminina durante todo esse tempo. Cada conquista alcançada pelas mulheres fica bem marcada, culminando com a revolução sexual ocorrida nos anos 60, com a inserção e a disseminação no uso da pílula anticoncepcional e chegando ao século XXI, no qual muitos lares brasileiros são chefiados pela figura feminina.
Não faltam também relatos de personalidades importantes para o Brasil, como Dom Pedro I. O imperador manteve famoso caso com Domitila de Castro Canto e Mello, que após foi agraciada com o título de Marquesa de Santos; traição esta que não era escondida de ninguém da corte e resultou em alguns filhos ilegítimos.
Uma obra que vale a pena ser deleitada por aqueles que gostam da história brasileira, descrita de pontos de vista que dificilmente seriam apresentados a nós enquanto estivemos nos bancos escolares.

Os Três













Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo.

Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação.

A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular:

Eles estão aqui.

O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo. 




Um suspense que prende...
Uma amiga disse há alguma semanas para mim "Este livro é tudo que eu esperava que A garota sem passado fosse ser", e ela tinha toda a razão. Os três, de Sarah Lotz é um livro envolvente e viciantes, que te prende do início ao fim com uma brilhante teoria da conspiração.

O que temos é, na verdade, um livro dentro do livro. Sarah nos apresenta o livro de Elspeth, onde ela relata os acontecimentos da Quinta-Feira Negra e suas consequências.

Mas o que é essa tal de Quinta-feira Negra, Mariana? Bem... Lá vamos nós...

Tudo começou com o acidente quase simultâneo de quatro aviões em locais completamente diferentes no mundo. Ninguém sabe exatamente o que os derrubou, de início, mas a princípio seria impossível qualquer pessoa sobreviver aos acidentes. Entretanto, três crianças conseguem tal façanha, sem praticamente nenhum arranhão físico.

Milagre? Alguns acreditam que sim, mas outros pensam diferente. ETs, possessão demoníaca, os cavaleiros do apocalipse... Diversas hipóteses são levantadas pelos mais diferentes tipos de fanáticos e debatidas até mesmo pelos céticos.

Estaria alguma das teorias corretas ou seriam elas apenas crianças que tiveram muita sorte e agora são perseguidas por loucos? Para descobrir a resposta para esta pergunta, apenas lendo esta obra.

O livro nos apresenta trechos em primeira e terceira pessoa, mas diferente de outras obras onde isso poderia ser considerado um absurdo erro de escrita por parte do autor, neste está tudo correto. A questão que no livro de Elspeth a personagem não apresenta a sua opinião, mas apenas transcreve o que lhe foi passado. Os áudios transcritos são em primeira pessoa, assim como todas as entrevistas... Já as partes de narrador, são em terceira pessoa.

Somos levados de forma brilhante a acreditar no que Elspeth quer que acreditemos. Estaria ela certa ou teria visto coisas onde não haviam?

Intrigante, bem escrito, envolvente... Os Três é um livro que vale a pena ser lido.

Obs.: Não recomendo para pessoas que já possuam fobias relacionadas a aviões.
Espiritos entre nós





Em 'Espíritos entre nós', o médium americano James Van Praagh afirma que os espíritos de pessoas queridas estão sempre à nossa volta, olhando por nós e até interferindo em nossas escolhas para tomarmos o caminho certo. No entanto, não são apenas esses espíritos bons que nos cercam. Muitas vezes, pessoas que morreram tragicamente continuam presas à Terra, e isso pode gerar uma série de transtornos e sofrimentos. Mas como identificar os espíritos que estão ao nosso lado? Como saber se são anjos ou assombrações? Como reconhecer os sinais que eles nos enviam? Como compreender suas mensagens? Neste livro, James Van Praagh ensina técnicas e exercícios que vão ajudar o leitor a compreender melhor o outro lado da vida, aliviando medos e fazendo enxergar a morte com mais naturalidade.



Espiritualidade para inciantes!
Neste livro James Van Praagh descreve todas as suas experiências pela comunicação com os espíritos. Explica assuntos importantes sobre a vida após a morte do corpo físico, uma explicação quase que científica da composição do corpo astral, aura e o transporte na velocidade do pensamento. 

O livro é composto por uma união de relatos, mentalizações para equilíbrio de nossa própria energia e muito mais, tudo de conhecimento prático do próprio autor. 

James Van Praagh é médium clarividente desde que nasceu e atua por meio de suas palestras e até programas de TV americanos, ensinando como lhe dar com espíritos ao seu redor, além de encaminhar muitos deles para a luz.

Como o próprio autor disse você pode encarar este livro como um relato informativo e interessante sobre o mundo dos espíritos e voltar para sua vida cotidiana com a mesma mentalidade que tinha antes da leitura, ou pode prosseguir em sua jornada de descoberta e abrir a mente e o coração para o fato incontestável de que os espíritos são reais e que um dia você será um deles.