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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Os Três













Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo.

Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação.

A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular:

Eles estão aqui.

O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo. 




Um suspense que prende...
Uma amiga disse há alguma semanas para mim "Este livro é tudo que eu esperava que A garota sem passado fosse ser", e ela tinha toda a razão. Os três, de Sarah Lotz é um livro envolvente e viciantes, que te prende do início ao fim com uma brilhante teoria da conspiração.

O que temos é, na verdade, um livro dentro do livro. Sarah nos apresenta o livro de Elspeth, onde ela relata os acontecimentos da Quinta-Feira Negra e suas consequências.

Mas o que é essa tal de Quinta-feira Negra, Mariana? Bem... Lá vamos nós...

Tudo começou com o acidente quase simultâneo de quatro aviões em locais completamente diferentes no mundo. Ninguém sabe exatamente o que os derrubou, de início, mas a princípio seria impossível qualquer pessoa sobreviver aos acidentes. Entretanto, três crianças conseguem tal façanha, sem praticamente nenhum arranhão físico.

Milagre? Alguns acreditam que sim, mas outros pensam diferente. ETs, possessão demoníaca, os cavaleiros do apocalipse... Diversas hipóteses são levantadas pelos mais diferentes tipos de fanáticos e debatidas até mesmo pelos céticos.

Estaria alguma das teorias corretas ou seriam elas apenas crianças que tiveram muita sorte e agora são perseguidas por loucos? Para descobrir a resposta para esta pergunta, apenas lendo esta obra.

O livro nos apresenta trechos em primeira e terceira pessoa, mas diferente de outras obras onde isso poderia ser considerado um absurdo erro de escrita por parte do autor, neste está tudo correto. A questão que no livro de Elspeth a personagem não apresenta a sua opinião, mas apenas transcreve o que lhe foi passado. Os áudios transcritos são em primeira pessoa, assim como todas as entrevistas... Já as partes de narrador, são em terceira pessoa.

Somos levados de forma brilhante a acreditar no que Elspeth quer que acreditemos. Estaria ela certa ou teria visto coisas onde não haviam?

Intrigante, bem escrito, envolvente... Os Três é um livro que vale a pena ser lido.

Obs.: Não recomendo para pessoas que já possuam fobias relacionadas a aviões.

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